Florindo os céus

Comungo Jesus Menino nas poesias belas de Teresinha. Ela que sempre falou de flores fez de suas dores florzinhas de expiação.

Leio seus poemas. Suas flores tornam-se arranjos entre seus versos e o meu coração. A beleza dos Santos está na poesia de seus sofrimentos. Na expiação há rimas que curam, reparam e reinventam as feridas da alma. A Cruz é a rima perfeita que nos une ao Supremo Amor.

Desde muito cedo aprendi a amar os Santos porque eles aprenderam a amar o AMOR. Os Santos são meus amigos, por conseguinte, nunca encontrei nenhum deles por aí. Mas eles estão aqui em casa, uns na sala, outros no quarto e tem até alguns que gostam da varanda. São José, Santa Rita, São Francisco, Santa Faustina, Santo Antônio, Santa Teresinha do Menino Jesus… e tantos outros que me acompanham e deixam comigo as fragrâncias de suas almas.

Recentemente, minha amável companhia, depois de Nosso Senhor, sua Santíssima Mãe e os Santos Anjos, tem sido Teresinha. Santa das flores, das rimas e de grande humildade. Ela tem me ensinado a ser totalmente de Jesus.

Nela eu recolho o que me falta e redescubro que para amar perfeitamente a Deus só tenho o agora, pois a vida é um segundo que se passa. Tão breve a existência para não amarmos a Deus.

Santa Teresinha é leve e poética. Nela, o sofrimento é reparação sem amargura. Sua experiência religiosa é afável. O Menino Jesus é terno e suave. Seus poemas assim o revelam e encantam.

Numa manhã chuvosa e triste olhei de longe as aves cantarolá, eram pássaros felizes que temporal nenhum os faziam parar. Os Santos foram assim sofredores alegres, cantavam em meio às dores porque simplesmente amaram. Em suas vidas havia beleza entre as dores perfumadas de flores, forma humilde de amar.

Minha avó, Esmelina, que no céu já está, foi nos passos de Teresinha que aprendeu a rezar. Vovó tão devota, naquela cama sofrendo me disse bem baixinho: “meu filho, alegria é o coração da gente florido de Deus”. Ela fechou os olhos cansados e morreu sorrindo. Naquele instante Santa Teresinha colocou o Menino Jesus em seus braços e juntas foram para o céu.

Doce Teresinha, que o caminho do amor sabes de cór, tenho saudades de minha amada avó, mas sei que contigo ela está florindo os céus.

Traços, laços e só.

Traços, laços e só.

Tão importante quanto atar nós, 
é reatarmos.
Saber qual estreitar, laçar ou desatrelar.
Laços:
Meigos e fracos,
Corredios nós. Enfeites.

Apertado;
Amassado, dorolaço,
E neste embaraço,
Criar um laço, 
Que vire nó, mas que seja nós.
NÓS, face a face
Grudados, amarrados, 
Enbolaçados.
Até o enlace,
Em um abraço, 
Que mais parece laço,
Neste entrelaço de braços
Não me dê espaço,
Em seu regaço.
Que sejamos traços,
Laços e .

Poesia em fevereiro

Todas as viagens,
Acabam em terminal.
Todos os amores,
Terminam em carnaval.
Todo carnaval,
Em quarta-feira roxa.
Toda quarta,
Em quinta.
E a quinta acaba
À meia noite.
Que acaba na sexta.
E em alguma sexta
De novo, é carnaval.
E acaba também,
Como tudo.
Aí, um dia
Você está com amor
E sem carnaval.
E em outro, no fim
De uma festa pagã
Você está só em
Um terminal.
A vida é assim.
Poesia em fevereiro.